Depois de um período de euforia, sempre vem o enfrentamento da realidade, tal como ela é.
Ao impulso criador geralmente é sucedido a períodos de inércia e falta de retorno, que desafiam nossa capacidade de persistencia para semear projetos iniciados, ou idéias brotadas. Nada, nenhum projeto me cativou o bastante para levá-lo a cabo, ir até o fim. Já fui acusada de ser instável. Me vejo, por vezes tentando pegar o caminho mais fácil, mas já aprendi que este não leva a satisfação pessoal. O tempo é implacável. É tempo de recolher-se e produzir. O espírito interior que me guia ao menos já conseguiu se tranquilizar, a ponto de não intentar, em vão, buscar no exterior alimento, pois já sabe que não sacia; depois de profundo mergulho interior, ele já sabe onde produzir o alimento. Ele já se entende, já se aceita.
Agora só precisa de um tantinho de coragem, para enfrentar o medo, e realizar aquilo que sente ser significativo para o universo, aquilo que contribua, mesmo que minimamente, ao todo. E sabe que não será facil, mas aceita o desafio. E segue-se.
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