sábado, 9 de outubro de 2010

Osho

Você não está dormindo. Tudo o que você está fazendo é o que escolheu fazer a escolha é sua. E insisto em que a escolha é sua, pois sendo sua pode ser abandonada imediatamente, no momento em que você estiver pronto para escolher outra coisa. Você escolheu que a sua vida fosse dessa maneira – de angústia e de agonia.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Há uma sensação indefinida em mim.
Mas não há preocupação em decifrá-la.
É um limiar. 
É um princípio que viabiliza a revolução.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Acho que estou cega. Só posso estar.

Vejo magia e encantamento, e descubro que nem tudo que se manifesta externamente,

reflete o que verdadeiramente vem de dentro.

Somos educados desde pequenos para não sermos espontâneos, literais.

O resultado é que frequentemente me deixo levar pelas aparências,

e não vislumbro, imediatamente, aquilo que é interior e verdadeiro nos seres.

De fato, isso pode causar decepções.

É difícil de detectar as verdades interiores mais intimas, pois via de regra,

tentamos escondê-las, não sei mais pra quê.

Eu só me revelo a quem confio.

E me agrada desvendar aqueles por quem tenho apreço.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Correnteza...

Fazia tempo que eu não me sentia leve diante daquele ser.

O que permitiu que a situação se desenrolasse de forma muito natural.

Claro, se tornou natural, e isto levou tempo, por que não procurei pensar em toda a trajetória que nos levou a estar naquele lugar.

Apenas contemplei o dado instante, observei, participei, mas com uma certa dose de distanciamento.

Talvez por que apreendi que ele é um ser igual a qualquer outro.

Já não o mitifico.

Sim, este movimento que me permitiu agir com distanciamento.


Não deixei de amar suas qualidades, mas seus defeitos já não me irritam profundamente, por que, em meu imaginário, ele não precisa mais ser um Deus.


Já não anseio construir uma vida em conjunto ao seu lado, por que me tornei bastante independente para me bastar em mim mesma.

E isto me permite viver fluindo como um rio, e agregando ao meu caminho aquilo que me faça bem.

E segue...

domingo, 15 de agosto de 2010

Cura

Estou vivendo um trígono entre quíron e plutão. Na astrologia, o primeiro é associado a processos internos de cura; o segundo a transformações profundas, porém lentas e de alto alcance. Sim, o universo reclama mudanças. O mundo precisa de mudanças. Sinto que está perto de acontecer algo significativo, que a todos surpreenderá. Embora não saiba medir exatamente o quê.

E quando vivemos um tipo de transformação, somos atraídos por temáticas que instigam e clamam mudanças. Ando impaciente com as coisas que representam a velha ordem. Quero construir o novo, mas ainda estou finalizando um ciclo anterior. E o tempo, perdoa?

Por isto tenho me sentido deslocada do tempo, por vezes. Tenho procurado me manter distante destas definições segmentadas, estritas. Viajo e me desloco a categorias diferentes do mesmo.

sábado, 10 de julho de 2010

Sempre ela, Lispector

"Rifa-se um coração que nunca aprende. 

Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural. 

Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar. 

Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras."

 

Clarice Lispector

Ascetismo no mundo.

Sempre me sinto perdida em ambientes empresariais.
Aquele incentivo da competição pela competição
Aquela vontade plantada para ser melhor que os colegas
desestimulando o trabalho em grupo, a cooperação
A busca por numeros, e não qualidade...

Sempre achei mais interessante superar a mim mesma
Meus medos, minha dores, minhas angustias...
do que competir para superar os outros

Mas continuarei seguindo por aqui, alheia a todo essa multidão
Acho que acabei aprendendo a viver, no mundo mas de forma asceta.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Vá, se mande, junte tudo que você puder levar.

As pedras do caminho deixe para trás
esqueça os mortos que não levantam mais
o vagabundo esmola pela rua
vestindo a mesma roupa que foi sua
risque outro fósforo, outra vida, outra luz, outra cor
e não tem mais nada negro amor.

domingo, 20 de junho de 2010

Eternal sunshine of the spotless mind

"Abençoados sejam os esquecidos,
pois tiram o melhor de seus equívocos."

Nietzsche

Este filme merece uma resenha. As imagens, metafóricas, confusas como a psique humana. As cenas e frases, metonímicas, se sobrepõem como um sonho interminável.
Surpreendente e maravilhosa atuação dramática de Jim Carey, escapando às caricaturizações e expressões exageradas.

E a pergunta que fica: É possível deletar fragmentos de nossa memória e recomeçar um trajeto a partir da descontinuidade? Em sendo possível, recomeçaríamos sem cometer os mesmos tropeços, os mesmos enganos, as mesmas escolhas? Talvez uma resposta afirmativa a estas questões seja um desejo muito forte entre nós; talvez seja uma lógica semelhante em que operam os traumas, momentos significativos no qual varremos lembranças de experiências perturbadoras, para nosso inconsciente, pois é a única saída encontrada [como defesa] para seguir adiante.

Mas o fato é que, subtrair estas memórias não implica em eliminar um sofrimento, por que continuamos buscando as mesmas experiências desafiadoras de nossa estrutura, e de repente estamos vivendo novamente parecida [se não a mesma] situação perturbadora. Por que afastar uma lembrança não é superar, sintetizar. Esquivar-se da mesma é tirar da consciência aquela sensação que incomoda, mas ela fica latente, a qualquer momento nos desarma.

E o desfecho do filme aponta neste sentido. Os esquecidos são levados, inconscientemente, a ativar o processo que os motivou a apagar as lembranças da mente. No caso particular, a [re]ativação foi gerada pelo mesmo objeto. Mas trazendo para o contexto de uma dita realidade, percebemos que boa parte das pessoas opera o esquecimento por se tratar da saída mais fácil, mas não se dão conta de que atraem ou se sentem atraidas pelas pessoas/situações que remetem ao fato "esquecido", e consequentemente propiciam a [re]vivencia do mesmo padrão.

Enfim, assistam quando tiverem oportunidade, e comentem. Não existem verdades absolutas, e sim multiplicidades de interpretações, motivada pela subjetividade de cada um. Acho que este filme propicia interessantes reflexões em cada um de nós.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Rima rica/Frase feita

Desculpe, meu bem
Se ontem te fiz chorar
Mas a vida é assim mesmo
Não se pode exigir
Pouco dá pra esperar
Muito obrigado por tudo
Pelo teu suor, pelos teus gemidos
E espero que a minha estupidez
Cicatrize teus sentimentos feridos
Nasci e morro assim, só
Perdido no escuro, dentro de mim
E vou cruzando o barro
Vou comendo pó
Até que chegue o fim
Mas a força eu retiro
Sugo feito vampiro
De saber que as estrelas
Também vivem sós
De um cigarro amassado
De uma rua deserta
De outros que até eu posso sentir dó
Da menina de olhos grandes como a lua
De uma noite sentindo tua carne crua
E dos bares, das festas
Dos vinhos, serestas
Das mentes infestas de podres horrores
De mil desamores
Do chope das quatro
Desse louco mundo putrefato
Dessa grande peça de teatro

Nei Lisboa

Indiscrição

O curso de ciências sociais na universidade federal é tão segmentado, que indagar ao colega qual tema você está pesquisando chega a ser uma pergunta indiscreta.

domingo, 13 de junho de 2010

Abrindo espaços intimos

Ela sabia que a entrada daquele homem pela porta de sua casa não era uma coisa banal. Não chegava a ser um terremoto, mas se preparava para alguns deslocamentos geológicos na sua alma. Diria que ela propiciava que isto acontecesse, como se ali fosse se cumprir um ritual. E seria bom que ele também soubesse disto, que as pessoas não deviam entrar numa vida, numa casa, e conseqüentemente num corpo de maneira desatenta e egoísta. A casa é lugar de permanência mais que motel ou hotel. Exige cumplicidades mais delicadas.
Contudo, precavida quanto a essa noção de permanência, sabendo que a vida às vezes é um deserto por onde passam caravanas e tuaregues, admitiu que já seria bom se a casa se convertesse num oásis.
Os primitivos sabem melhor que nós, pretensos civilizados, que estabanadamente banalizamos tudo, que o ritual é que dá sentido aos fatos. Mínimos gestos ou certos instantes podem se tornar históricos se estiverem entranhados desse rítimo denso e adágio que têm os rituais.
Cruzar o umbral, a soleira, ultrapassar um limite são coisas graves.
Porque uma coisa é o ver, o aproximar-se, o apertar a mão, dar um sorriso e se tocar progressivamente procurando intimidade. Mais do que ocupar espaços, isto é ir povoando espaços. Externamente é quando os amantes vão se ampliando, se alongando e habitando conjuntamente o que é público: o cinema, o restaurante, a caminhada na praça ou praia. Mas, de repente, estar na casa, na sala, no quarto, no toalete do outro, ver as roupas dependuradas nos cabides, a escova e os grampos na bancada junto à pia, os vidros de perfumes, aqueles objetos de decoração na mesa da sala, cinzeiros de prata, uma escultura da polinésia ou cópia de uma santa barroca, isso, convenhamos, é estar com a alma exposta.
É como abrir portas, janelas, e gavetas. Há o inesperado. E as pessoas e casas, o que são senão gavetas dentro de gavetas, caixas dentro de caixas? Então, ir se aproximando de alguém, penetrar no espaço físico onde a figura amada habita é ir, como na estrutura da caixa chinesa, que contém uma caixa menor, que contém outra menor ainda, que contém outra e outras, até, enfim, chegar ao latente coração do outro.
Esta mulher está rodeada de objetos que tiveram uma história, outras histórias. E durante algum tempo, como se estivesse num luto secreto, adiou reinaugurar o leito, reencenar os gestos, esperar que outro homem fizesse brotar nela arrebatamentos em insuspeitadas regiões de seu corpo.
Até os objetos se deram conta de que ela está oferecendo algo muito delicado. Daí uma cumplicidade entre os objetos da casa e o corpo desta mulher. Elas também esperam que esse homem venha como um cauteloso conquistador. Há uma expectativa no ar, a cômoda barroca guarda em suas volutas e elipses alguma tensão, o abajur emana uma contida luz e os tapetes parecem reanimar ternuras. Enfim, os objetos estão conscientes de seu papel de coadjuvantes.
Se ele, em vez da delicadeza do gato que é capaz de passar por taças de cristal sem quebrá-las, for do tipo invasor, um godo ou visigodo, que não controla os limites de seu corpo e fala preenchendo tudo egocêntrica e desatentamente, então ocorrerá uma inapelável ruptura, a profanação do instante.
Ela gostaria que ele chegasse como o viajante que vindo de longe, no entanto, fala a sua língua. Alguém que não extrapolasse do presente e nem invadisse seu passado e futuro. Que passado e futuro competem a ela doar, quando e a quem os merecer.
Ela o quer nos limites para os quais está preparada agora.
Ela queria que ele chegasse com a virilidade suave de um anjo. E que quando despertasse no dia seguinte tivesse aquela sensação do mito antigo, de que um dia deus dormiu lá em casa. Tranqüila de ela veria que a casa e todos os objetos estariam em ordem. Só que encantados. Encantados como ela, que encantada sai para um novo dia com um sorriso de posse e confiança.
E se ela olhasse para trás veria que os objetos da casa a contemplam cúmplices e igualmente felizes.

Affonso Romano Santt'ana - Tempo de Delicadeza.

Amor Romântico

Quantas vezes damo-nos conta
de que nos apaixonamos pelo ideal do amor?
Por vezes este apaixonar-se não encontra objeto algum
No entanto existe uma necessidade de direcioná-lo
dar-lhe foco, personificá-lo.
E assim se sucedem as estações.
Estaria certo o poeta Cazuza que disse
O nosso amor a gente inventa, pra se distrair?

sábado, 5 de junho de 2010

Reciprocidade

Fico sempre satisfeita em poder contribuir às pessoas, mesmo que seja em pequenas coisas. Faço isso sempre que tenho oportunidade. O doar-se não implica em receber necessariamente qualquer coisa em troca imediatamente, muito menos diretamente do ser depositório da doação, No entanto este sentir-se útil é uma sensação muito recompesadora!

Que maravilha poder sentir isto novamente!

"Quem tem consciencia para ter coragem"

Depois de um período de euforia, sempre vem o enfrentamento da realidade, tal como ela é.

Ao impulso criador geralmente é sucedido a períodos de inércia e falta de retorno, que desafiam nossa capacidade de persistencia para semear projetos iniciados, ou idéias brotadas. Nada, nenhum projeto me cativou o bastante para levá-lo a cabo, ir até o fim. Já fui acusada de ser instável. Me vejo, por vezes tentando pegar o caminho mais fácil, mas já aprendi que este não leva a satisfação pessoal. O tempo é implacável. É tempo de recolher-se e produzir. O espírito interior que me guia ao menos já conseguiu se tranquilizar, a ponto de não intentar, em vão, buscar no exterior alimento, pois já sabe que não sacia; depois de profundo mergulho interior, ele já sabe onde produzir o alimento. Ele já se entende, já se aceita.
Agora só precisa de um tantinho de coragem, para enfrentar o medo, e realizar aquilo que sente ser significativo para o universo, aquilo que contribua, mesmo que minimamente, ao todo. E sabe que não será facil, mas aceita o desafio. E segue-se.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Nossa, fiquei dias sem internet louca pra escrever mil coisas!
Mente fervilhando de idéias, reflexões instigantes....
Aos poucos vou postando coisas por aqui, por enquanto deixo uma citação:

Experimento viver sem passado sem presente e sem futuro e eis-me aqui livre.

Clarice Lispector 

sábado, 22 de maio de 2010

Finalizando mais um ciclo!

E o dia se aproxima!
Estou no processo de elaborar a monografia, colhendo dados, refletindo sobre o tema...Escolhi a astrologia e a construção do imaginário. Preciso muito retirar um livro na biblioteca, queria comprá-lo, mas não encontro em lugar algum!
A referencia é O Mundo da Astrologia: Um Estudo Antropológico, de Luis Rodolfo Vilhena, quem souber onde encontrar me avise, por gentileza!!
Estou com muito tesão de escrever, mas como existe pouca referencia deste tema nas ciências sociais, terei que me limitar a elaborar um pequeno histórico da astrologia, pra contextualizar o tema. Depois que o projeto estiver bem fechadinho, começa a caça ao orientador! Tomara que o professor que eu tenha em mente aceite orientar meu TCC :)
No fundo a gente não está querendo alterar as coisas. 
A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro...



Clarice Lispector
Obs.: O titulo do primeiro post de maio, com o verbo flexionado no gerúndio, dá uma idéia de processo. De fato, este finalizar ainda está em processo. Acredito que os processos internos ao qual vivo são mais lentos, e se intensificam em certo ponto. Talvez eles se prolonguem por que ocorre uma primeira fase, que consiste na negação. Em seguida vem a afirmação e o enfrentamento dos fatos, o que implica uma sintese, que não se executa instantaneamente: exige energia e capacidade de superação.

E cá estou eu, me superando a cada dia!

Levitar

Há momentos em que não devemos tentar buscar explicações para o que é inexplicável; a tentativa de encontrar alguma justificativa afastaria a beleza do instante vivido, por completo. Não é necessário, tão pouco, fazer exigências ou  criar expectativas em relação ao que pode se desenrolar no futuro; a beleza encontra-se no presente e deve ser vivido enquanto tal. Mesmo estando acostumada a tentar desvendar as razões e motivações que subjazem às ações de cada ser humano, devido a toda bagagem teórica que li durante a minha faculdade, nunca me senti tão tranquila em adotar justamente uma postura tão despreendida diante dos fatos. E isto me surpreende. É um sentir-se tão leve, e um encantar-se tão sutil, que não espera nada, e apenas deseja viver um dia de cada vez.

E viva-se, intensamente!

sábado, 17 de abril de 2010

Divulgando !


V Circuito Nacional de Astrologia
Porto Alegre – RS

Astrologia: Destino e Livre Arbítrio
Urano em Áries.
Data: 29 de maio de 2010 - Entrada Franca.
Local: Santander Cultural - Sete de Setembro, 1028 – Centro.

11h00 Abertura

11h15 Júpiter e Urano em Áries: as metamorfoses.
Palestrantes: Vanessa Paim, Ana Maria Rodolphi e Fabiana Pizetta.

12h45 Almoço

14h00 Os ciclos dos planetas exteriores e as marés sociais.
Palestrante: Elias Mendes.

15h00 A entrada de Urano em Áries e os relacionamentos.
Palestrante: Giane Portal.

16h00 Coração de luto: tragédia e catarse na canção brasileira.
Palestrante: Nivaldo Pereira.
17h00 Astrologia Cármica.
Palestrantes: Dudi Rios

(Des)Caminhos

Faz tempo que não venho escrever aqui...

Não costumo utilizar este espaço para falar de detalhes do meu cotidiano, contar novidades, fatos extraordinários. Gosto de expressar emoções através das palavras, mesmo que muitas vezes pareçam desconexas, inclusive por que não há nada de ordenado quando se tratam de emoções. Certamente tentamos ordená-las por uma necessidade que se expressa na razão, de termos o controle, de nos sentirmos conhecedores, de atingirmos a Verdade. É possível que exista uma verdade Única? Ou será que existem maneiras múltiplas de se chegar até a mesma? Estas respostas são difíceis de serem respondidas, mas uma certeza se pode ter: a pretensão de impor verdades geram profundos conflitos em muitos níveis de inter-relações, sejam elas macro ou micro-sociais.

Certa vez participei de uma atividade no Namastê, um centro de terapias bioenergéticas, com o objetivo de realizar uma primeira experiência de obersavação participante. Nesta atividade, éramos provocados a vivenciar momentos de exacerbação de sentimentos negativos como intolerância, raiva, tristeza, desespero, para depois superá-las com o incetivo de sentimentos de amor compaixão, alegria, frenesi. O primeiro exercicio da atividade era olhar para um dos participantes e entoar a frase: "Eu estou certo. Você está errado." E realmente, quando você mergulha no poder de impacto que esta frase gera, percebe-se que o ambiente se torna pesado, desarmonico. E consequentemente quem adota uma postura semelhante na vida, geralmente acabará atraindo conflitos, gerando intolerância, discordâncias.

Confesso que já adotei esta postura, embora seja uma pessoa extramente pacífica e conciliadora, quem me conhece sabe. fincar minha posição veementemente consistiu em uma maneira automatica de defesa nas adversidades da vida, no entanto, tudo pode ser diferente quando estamos mais abertos para compreender as verdades alheias e integrá-las às nossas. Certamente esta via deve ser de mão dupla, em qualquer inter-relação. Percebendo todos estes fatores, após um mergulho interior, já me sinto capaz de agir da maneira que sempre busquei atingir na vida, e sigo novamente tentando apaziguar, unificar, condensar, incorporar, adaptar.

Sempre é tempo de alinhar os caminhos, mesmo que retornemos a um ponto zero. Não sei se existe uma essencia, porém, em existindo, creio que me cabe o dom de harmonizar, e seguirei por aqui, não mais me desviando das pedras.

domingo, 17 de janeiro de 2010

meu sumiço é covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência, pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua desajeitada e irrefletida permanência.

[martha medeiros]

domingo, 3 de janeiro de 2010

Chega o ultimo dia de Dezembro
E vem a avalanche de mensagens de esperanças
Que as mesmas sejam renovadas
Fortalecidas, quase assim, reificadas.

Esta década que adentrou
Sepultou minhas esperanças
Com um golpe, de certo modo, fulminante.
Representa o fim de um ciclo
Que teve seu auge e seu declínio
Como todos os processos da vida.

Não posso prever de antemão
que ciclos se iniciarão
O que há em mim é uma inclinação da alma
À tudo de novo que ela tem a me oferecer
Em verdade quando a esperança acaba
Não há o que temer

É sinal de que novos caminhos surgem
E que sejam belos e promissores
Que sejam claros e intensos.